segunda-feira, 12 de maio de 2008
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O PROBLEMA SEM SOLUÇÃO
- Minha filha? Esse seu namorado é meio estranho...
- Estranho? Estranho como?!
- Ele é muito educadinho...meiguinho...e senta de lado...
- Senta o quê?
- Assim...meio de ladinho...
- E daí, mãe?
- Daí que acho que ele é meio viado!
- Não existe meio viado...ou é viado inteiro ou não é viado! Já começou a viajar, é? Quando estou sozinha você reclama que vivo na rua; quando estou quieta namorando, você começa à delirar...Dá um tempo, tá?
- Tempo? Tempo!!!...Quem mandou arrumar o namorado errado?
- Ihhh!...vai começar...
- Lembra do outro? Era machão...mal-educado...
- Tá!... Tá!...
- Esse aí é o oposto. Educado demais...
- Porra, mãe! Não me zoa senão vou prá rua!!!
- Ah!!! Quer saber? Melhor mesmo. Vai e leva esse...esse...
- Mãe! Chega!!!
E pensou: Nunca chegaremos à um acordo. Ninguém agrada a ela. Quer saber? Vou prá rua... Sem ele e sem ela!
//
Rose de Castro
A ‘POETA’
- Minha filha? Esse seu namorado é meio estranho...
- Estranho? Estranho como?!
- Ele é muito educadinho...meiguinho...e senta de lado...
- Senta o quê?
- Assim...meio de ladinho...
- E daí, mãe?
- Daí que acho que ele é meio viado!
- Não existe meio viado...ou é viado inteiro ou não é viado! Já começou a viajar, é? Quando estou sozinha você reclama que vivo na rua; quando estou quieta namorando, você começa à delirar...Dá um tempo, tá?
- Tempo? Tempo!!!...Quem mandou arrumar o namorado errado?
- Ihhh!...vai começar...
- Lembra do outro? Era machão...mal-educado...
- Tá!... Tá!...
- Esse aí é o oposto. Educado demais...
- Porra, mãe! Não me zoa senão vou prá rua!!!
- Ah!!! Quer saber? Melhor mesmo. Vai e leva esse...esse...
- Mãe! Chega!!!
E pensou: Nunca chegaremos à um acordo. Ninguém agrada a ela. Quer saber? Vou prá rua... Sem ele e sem ela!
//
Rose de Castro
A ‘POETA’
DIÁLOGO DE LOUCOS AO TELEFONE
- Oi! Como vai?
- Tudo bem. E você?
- Aquele amigo hein? Quem diria... Tão novo!
- É... vai longe!
- Acho que vai não.
- É... também acho.
- Pois é. Mas não há com que se preocupar... o mundo ainda é quadrado...
- Ainda bem!
- Então... aquele... aquilo... aquela...
Os loucos se calam esperando o que falar. Nada. Silêncio total. Silêncio de loucos.
- Queria lhe ver. Semana que vem. Pode ser?
- Semana que vem vou viajar!
- É? E para onde?
- Não sei. O lugar fica entre o aqui, o ali e o acolá.
- E quando volta para eu poder te visitar?
- No dia que não sei quando... Ah! Lembrei o nome!!! Volto no dia tal.
- Ta bom!
- Então ficamos combinado assim...
- Aonde?
- Atrás do cemitério, depois da meia-noite, se estiver chovendo e o portão aberto.
- Combinado!
- Até!
Os loucos seguiram seus caminhos. Enquanto um pensava onde era o lugar o outro lembrava que esquecera de perguntar quando era o tal do dia tal.
Ficando o dito pelo não dito, como compete aos loucos, chegaram a seguinte conclusão:
- O que era mesmo que íamos falar? - Pensa o primeiro louco.
- Ah! Deixa pra lá. No cemitério a gente lembra...
- sorri o segundo louco.
Rose de Castro
- Tudo bem. E você?
- Aquele amigo hein? Quem diria... Tão novo!
- É... vai longe!
- Acho que vai não.
- É... também acho.
- Pois é. Mas não há com que se preocupar... o mundo ainda é quadrado...
- Ainda bem!
- Então... aquele... aquilo... aquela...
Os loucos se calam esperando o que falar. Nada. Silêncio total. Silêncio de loucos.
- Queria lhe ver. Semana que vem. Pode ser?
- Semana que vem vou viajar!
- É? E para onde?
- Não sei. O lugar fica entre o aqui, o ali e o acolá.
- E quando volta para eu poder te visitar?
- No dia que não sei quando... Ah! Lembrei o nome!!! Volto no dia tal.
- Ta bom!
- Então ficamos combinado assim...
- Aonde?
- Atrás do cemitério, depois da meia-noite, se estiver chovendo e o portão aberto.
- Combinado!
- Até!
Os loucos seguiram seus caminhos. Enquanto um pensava onde era o lugar o outro lembrava que esquecera de perguntar quando era o tal do dia tal.
Ficando o dito pelo não dito, como compete aos loucos, chegaram a seguinte conclusão:
- O que era mesmo que íamos falar? - Pensa o primeiro louco.
- Ah! Deixa pra lá. No cemitério a gente lembra...
- sorri o segundo louco.
Rose de Castro
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